quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eu odeio...

Se você Cair...

 "Uma garota chega em casa com o rosto vermelho, provavelmente chorara muito. Sua mãe estava no sofá, lendo um jornal velho que há muito tempo fora publicado.
 - Mãe, eu preciso te contar uma coisa - disse ela com voz chorosa.
 - O que foi, Marina, aconteceu alguma coisa? - Marina, se não estivesse em um momento tão trágico, acharia aquilo irônico, mas ao contrário, desabou em lágrimas.
 - Não era p-pra acont-tecer, n-nós ía-m-mos esp-perar, o G-Gui e e-eu, m-m-mãe nós... nós-s... n-nos amávam-mos, m-mas... - A garota secou as lágrimas na manga do moletom verde musgo que ganhara do namorado e disse temerosa - Eu... Mãe - ela suspirou - Eu tô Grávida!
A chuva caía ferozmente, uma garota morena de olhos claros e tristes estava embaixo de um toldo, na rua principal da cidade. Mariana já não chorava mais, apesar da dor de ser expulsa de casa ela estava forte, com uma única mochila nas costas, apenas algumas roupas salvas das ameaças do pai.

 'Ele prometeu', pensou ela, 'disse que entenderiam e que ia voltar.'
 O celular de Gui ainda estava desligado, ela queria pensar no quando os garotos eram sujos e idiotas, mas não conseguia fazer nada além de chorar, lembrar e amar ele ainda mais. 'Pense em nós... Nosso Lugar'. Fora a única coisa que ele havia dito. Nosso Lugar.
 Gui e Marina eram um casal que era uma prova concreta de que amor proibido e fugitivo, existe. Tudo agora estava, pior!
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 A ponte 'Falling down', como os garotos a apelidaram, fora o melhor refúgio dos dois. Nosso Lugar. Lembrar de Gui era a pior coisa naquele momento que Marina poderia fazer, ele não estava ali. Mas ainda assim Marina foi até a ponte. Era um lugar muito escondido e fechado. Era apelidada de 'Falling down', porque a ponte era inclinada para o lago sujo abaixo de si.
 Marina esperou, chorou, pensou, gritou, procurou, mas nenhum Gui estava ali. Marina xingou alto com o plano que tinha em mente, e se quando ela concluisse... Ele aparecesse?
 Mas era o melhor, para ela e para a criança dentro de seu ventre de dezessete anos. Marina subiu no corrimão de pedra da ponte, que sacolejou como um bote em um mar revolto. Hesitante, Marina contou até trés e suspirou.
 Fazendo força para não permanecer no corrimão e ao mesmo tempo desejando estar em qualquer outro lugar, exceto Falling Down, Marina impulsionou os pés para a frente.
 Antes que pudesse piscar, Marina sentiu duas mãos segirá-la na cintura, e depois, nas dobras dos joelhos; de olhos cerrados ela se sentiu suspensa no ar, sendo firmada por dois braços. A chuva molhava seu rosto, deixando indistiguíveis lágrimas de gotas de chuva. Marina não tinha coragem, nãó ia abrir os olhos.
 As gotas diminuiram em seu rosto e Marina sentiu os lábos quentes de alguém tocarem os seus, entrelaçando-se em um beijo, que aqueceu todo o corpo da garota, ela quase nem sentia a chuva bater, ocupada demais em disfrutar cada segundo daquele beijo.
 O desconhecido libertou as pernas de Marina, deixando-a na ponta dos pés. Marina correspondeu o beijo segurando a nuca do desconhecido. [...] Finalmente ele a soltou, ela desejou que não, mas queria ver o rosto de quem a beijara. Ela se deparou com um Gui encharcado, com os cabelos castanhos ensopados, os olhos - também castanhos - fixos em Marina. Ela sorriu.
 Mas antes que pudesse dizer alguma coisa, Gui levou os lábios ao ouvido da garota e sussurrou:
 - Se você cair...
 - Eu pego você - Marina completou a frase sorrindo e abraçando o namorado.
 Ela estava... SEGURA!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Eu vou Achar Você...

                 Quando o perdido não puder ser encontrado... Eu vou achar Você!